Entre 17 e 27 de setembro de 2015, o Sesc São Paulo realiza em Campinas a nona edição da Bienal Sesc de Dança.
O festival mantém o compromisso de apresentar ao público um panorama diversificado da produção artística e do pensamento sobre a linguagem, por meio de espetáculos, intervenções, instalações, debates, oficinas, lançamentos de livros e encontros. As atividades selecionadas mostram o universo da dança em seus diversos tons e matizes, com trabalhos que misturam movimentos, reflexões, provocações e pensamentos. Em seu conjunto, a programação procura pontuar as relações da dança com questões estéticas e políticas da atualidade, levando-nos a pensar sobre o lugar da dança na arte e no mundo.
A Bienal ocupará, além de espaços do Sesc Campinas, equipamentos culturais da cidade como o Teatro José de Castro Mendes, a Estação Cultura, o Museu da Imagem e do Som (MIS), o CIS Guanabara e diversas praças e espaços públicos do município.
Durante 11 dias, serão mais de 80 apresentações de companhias de diferentes estados brasileiros (BA, MA, MG, PR, RJ, SC, SP), e ainda representantes da Argentina, Uruguai, Áustria, França e Portugal. Que esta Bienal possa instaurar um espaço livre e interessante para estarmos juntos e mais perto da dança.
Selecionamos dois espetáculos com produções francesas:
Duração 90 min / Recomendação etária: 18 anos
Dezoito bailarinos nus – homens e mulheres – movimentam-se homogênea e repetitivamente, o que coloca o público em estado de quase hipnose. De repente, começam ações que permitem diferenciar individualidades e uma liberação explosiva ocorre. Passa-se, assim, do conjunto totalizante para uma catarse coletiva que deixa ver uma humanidade ofuscante, deslumbrante, ensurdecedora.
Tragédie é a última parte de uma trilogia sobre resistência e insurreição – as peças anteriores são Revolution (2009) e Rouge (2011). O coreógrafo Olivier Dubois, que dançou com Sasha Waltz e Angelin Preljocaj, dirige desde 2014 o Centro Coreográfico Nacional do Nord-Pas de Calais.
Saiba mais sobre o espetáculo Tragédie.
Duração 70min / Recomendação etária: 14 anos
Para criar o espetáculo, o coreógrafo francês Christian Rizzo observou movimentos e sistemas de composição nas danças masculinas do Mediterrâneo, o que lhe possibilitou pensar sobre a ideia de comunidade no contexto contemporâneo.
Em uma estrutura coreográfica geometricamente desenhada, oito dançarinos se movem poliritmicamente, dão-se as mãos, se abraçam. Os bateristas Didier Ambact e King Q4 tocam a trilha sonora ao vivo. A música oscila entre o diálogo e a batalha, tencionando a estrutura da peça.
Christian Rizzo nasceu em 1965 em Cannes, fez parte de uma banda de rock e desenvolveu marca própria de roupas antes de formar-se em artes plásticas. Em 1996, fundou sua companhia, a l’association fragile. Ele é autor de óperas, peças coreográficas e instalações. Sua mais recente produção em dança estreou em 2013 no Festival de Avignon.
Saiba mais sobre o espetáculo.
Descobre todos os eventos da bienal no site oficial da bienal de dança 2015.